A ganância do PSD pelo poder afundou Portugal !

Ontem foi um dos dias mais terríveis para Portugal. O PSD reprovou o PEC IV na assembleia da república, abrindo caminho para a demissão do Primeiro Ministro e  a respectiva  dissolução do parlamento.

 

Porque razão é que esta é uma má decisão do PSD ( a pior decisão para o país ) é má e quais vão ser as consequências ?

Estando Portugal a ser alvo de ataques ferozes de especuladores e de pessoas que possuem interesses económicos que Portugal afunde, o país devia de estar mais unido que nunca. As medidas dos vários PEC são dolorosas. Entram nos bolsos de todos os portugueses e ninguém gosta de pagar mais impostos e ganhar menos. Muito menos os Portugueses, em que a visão não vaio muito além do seu umbigo. Todos sabemos que temos de dar sinais claros ao BCE e à União Europeia que estamos a fazer os possíveis e os impossíveis para melhorar a nossa situação financeira. São medidas impopulares. Mas são medidas necessárias.

O PSD não concorda com as medidas e nãos as aprova. Dizem que são demasiado duras para os Portugueses. Claro que são. Todos o sabemos. Mas todos sabemos que se o FMI entrar vai cortar muito mais, vai obrigar a despedimentos de funcionários públicos, vai obrigar  a mais cortes nas ajudas sociais e, possivelmente, vão aumentar os impostos. Resumindo, vão impor um PEC IV(Ao Quadrado) . Ou seja : Nós os Portugueses (Classe média e Baixa) vamos pagar o dobro ou triplo.

Porque razão o PSD não apresentou alternativas realistas ? Porque razão a Europa aplaude (de pé) as medidas de PEC IV e o PSD toma esta decisão vergonhosa ? Porque razão o PSD já admite subir impostos ? Porque está sedento de poder.

Não nos enganemos. O PSD se entrar para o governo vai tomar as mesmas decisões. Vão apertar ainda mais as grilhetas do nosso povo. Não têm hipótese de fugir disso. Nenhum governo tem.

Por fim, os que defendem a entrada do FMI em Portugal, como sendo a melhor solução, são muito pouco inteligentes e muito menos informados. Se estivessem informados e se a sua visão fosse um pouco além do seu umbigo, poderiam ver que o FMI não resolveu nada na Grécia e na Irlanda. Aliás só piorou mais a situação. A Grécia anda a pagar cerca de 13 % pela dívida pública e a Irlanda anda a rondar os 10 %. Por isso, alguém que defende a entrada do FMI, ou tem uma percepção da realidade muito enviesada ou vive noutro universo.

 


Foto | Rui Ornelas

 

24

03 2011

Arriscar Tem a Ver com Confiança

Arriscar tem a ver com confiança. Uma pessoa sem confiança vai tentar repetir, fazer igual aos outros, não cometer erros, que é uma ideia muito valorizada. Mas o erro está ligado à descoberta. É fundamental não ter medo nenhum do erro. O que é o erro? Eu tinha previsto ir numa determinada direcção e não fui, errei. O erro é encontrar alguma coisa, algo que se cruza com o novo, o criativo.

Gonçalo M. Tavares, in “Entrevista a MilFolhas (Público), em 8 Janeiro 2005”

Foto | krossbow

05

03 2011

“O Norte” por Miguel Esteves Cardoso

O Norte é mais Português que Portugal. As minhotas são as raparigas mais bonitas do País. O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.

Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas.

Mais verdades.
No Norte a comida é melhor.
O vinho é melhor.
O serviço é melhor.
Os preços são mais baixos.
Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia
Estas são as verdades do Norte de Portugal

Mas há uma verdade maior.
É que só o Norte existe. O Sul não existe.
As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta.

Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.
No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista?
No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.
Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país

Não haja enganos.
Não falam do Norte para separá-lo de Portugal.
Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal.

Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal.
Mas o Norte é onde Portugal começa.
Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo.

Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte.

Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa.
Mais ou menos peninsular, ou insular.

É esta a verdade.

Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul – falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve – falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.

No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa.

O Norte cheira a dinheiro e a alecrim.

O asseio não é asséptico – cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade.

Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.

O Norte é feminino.

O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.

As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos.
Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas.

São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente.

Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial.

Só descomposturas, e mimos, e carinhos.

O Norte é a nossa verdade.

Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores.
Depois percebi.

Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o “O Norte”.

Defendem o “Norte” em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular – o nome da sua terrinha – para poder pertencer a uma terra maior, é comovente.

No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita.
O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os- Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar.

O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm e dizer “Portugal” e “Portugueses”. No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como “Norte”. Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?

Escrito por Miguel Esteves Cardoso

02

03 2011

Reflexão do Lobo Antunes : Vaidade e Inveja

Com o passar do tempo, há dois sentimentos que desaparecem: a VAIDADE e a INVEJA. A inveja é um sentimento horrível.Ninguém sofre tanto como um invejoso. E a vaidade faz-me pensar no milionário Howard Hughes.Quando ele morreu, os jornalistas perguntaram ao advogado: «Quanto é que ele deixou?» O advogado respondeu: «Deixou tudo.» Nin…guém é mais pobre do que os mortos.

A. Lobo Antunes, in “Diário de Notícias (2004)”

01

03 2011

Discurso maravilhoso do Álex da Iglesia nos Goya 2011

A comunidade Online Espanhola anda a ferro e fogo com a Ministra da Cultura González Sinde. A razão deste conflito tem a ver com uma lei que a ministra quer fazer aprovar no parlamento Espanhol, de modo a que o governo tenha poderes absolutos para poder fechar um site, sem ter de passar por um tribunal. Ora os nossos vizinhos não estão de acordo com a Ministra, e muito bem, porque não faz sentido encerrar um site sem a ordem de um juiz.

A Ministra defende que com esta lei irá combater a pirataria online, fechando rapidamente determinados sites e comunidades de partilha de ficheiros. Aparentemente esta pode ser uma razão válida, mas os meios para atingirem o seu fim é que não são, e o resultado nunca será o esperado. É um mal precedente o governo, retirar decisões dos tribunais para o seu domínio. Esta lei abre um precedente grave contra a liberdade de expressão. Por outro lado esta lei não resolve absolutamente nada, porque podem fechar um site, mas logo se irão abrir mais 10 ou 20. A indústria ainda não aprendeu que o velho negócio de venda de CD’s ou de DVD’s já não existe. Acabou. Primeiro têm de aceitar este facto, seguidamente devem olhar para a Internet como o seu maior aliado Global, e tentar novas formas de divulgação e de “vender” a sua cultura, através de sistemas de venda inovadores e novos modelos de negócio.

Há alguns meses que um grupo de pessoas influentes online, que vão desde empresários , professores universitários, bloggers e outros, que lutaram para que esta lei não seja aprovada, reuniram-se com o Álex de la Iglésia em Madrid. Álex de la Iglésia é um famoso realizador Espanhol e presidente da Academia de las Artes y las Ciencias Cinematográficas de España, que inicialmente concordava com a Ministra, no entanto teve a  sapiência de organizar um encontro bilateral entre ele e um grupo representativo de pessoas que não concordavam com esta lei. Nessa reunião foi-lhe provado e demonstrado que esta lei era uma grande falácia, e sobretudo um precedente perigoso no toca à liberdade de expressão. O Álex que é um homem inteligente e com visão, rapidamente percebeu que estava errado e o que aquele grupo contestava, fazia todo o sentido do mundo. Como sinal de protesto o realizador demitiu-se das funções de Presidente da Academia.

Este Domingo realizou-se o evento Prémio Goya, organizado pela academia,  e que visa premiar o que melhor se faz de cinema em Espanha. O Álex de la Iglesia leu o seu último discurso como Presidente a Academia e apresentou o seu desagrado contra esta lei e anui que a Internet teria de ser o grande aliado do cinema.

Estamos numa fase de mudança, muito do que era verdade há cinco anos hoje já não o é, e muitos dos negócios que prosperavam e facturavam milhões estão condenados ao desaparecimento. O seu modelo de negócio está obsoleto e já não funciona. A música, cinema e os jornais são o grande exemplo desta mudança de paradigma. Poucos mortais vão alugar filmes ao VídeoClub ou comprar um álbum de música por uma fortuna. e que por vezes só estão interessados numa ou duas músicas.

Apenas aqueles que entenderem e se adaptarem a esta mudança de paradigma poderão sobreviver neste mercado!

14

02 2011

Michael Jordan

Some people want it to happen, some wish it would happen, others make it happen. Michael Jordan

12

02 2011

Estar errado é um das coisas mais certas que podemos fazer agora!

Recentemente participei no TedxYouth @ Porto e posso dizer que foi infinitamente inspirador. Esta foi uma das apresentações que mais me inspirou. Possivelmente foi uma das apresentações com que mais me identifiquei.

Não temos de seguir o rebanho! Não temos de fazer caso aos “Guardiões dos bons Costumes” ! Temos de seguir o nosso caminho. Temos de seguir os nossos sonhos e nunca o dos outros!

“Estar errado é um das coisas mais certas que podemos fazer agora” Carlos Coelho

14

12 2010

Como se proteger do Firesheep ?

Recentemente foi apresentado no toorCon uma extensão para Firefox, que permite fazer Sniffing em redes de cabo ou wireless de contas de Facebook, Twitter, Flickr, WordPress, Gmail, etc etc

Este Addon funciona de uma forma bastante simples. Qualquer pessoa que esteja ligado a um hotspot público poderá ter acesso a todas as contas que estão ligadas na mesma rede. Sim podem aceder ao teu Facebook, Twitter, Windows Live etc. Não é querer alarmar as pessoas, até porque isto sempre foi possível fazer, no entanto agora está acessível a muitas mais pessoas (250.000 Downloads), e cada vez usamos mais vezes redes wireless públicas.

Este  Addon usa uma técnica de hacking que se chama sidejacking, e que consegue copiar a cookie que outros utilizadores estão a usar para o computador do “hacker“. Com essa cookie conseguem entrar nas respectivas contas, sem saber login e password. Não é preciso ser muito inteligente para perceber que podem aceder à nossa informação privada e confidencial. Mas mais grave é que podem alterar as passwords de acesso e, fazerem o que lhes bem apetece.

Como referi acima, esta técnica não é nova, e o problema é a falta de responsabilidade de alguns sites e redes sociais que não forçam o uso de ligações seguras (ssl ou https). Se assim fosse a cookie da sessão estaria encriptada.

A forma de resolver este problema de segurança é usarem alguns addon’s  para forçarem o uso de https no sites que permitam essa opção. Pessoalmente uso uma KB SSL enforcer no Google Chrome, e o HTTPS Everywhere no Firefox. Se usas IE, não conheço nada, por  isso, boa sorte! 🙂

05

11 2010

Abono de Família


Tenho algo a perguntar: Poderemos considerar o Abono de Família um subsídio. Faz sentido pagar um subsídio de 11€/ Mês a uma família que ganha acima dos 2500 € ?

Um subsídio não deverá de ser para famílias carenciadas ? Conheço pessoas, alguns deles empresários, que ganham bem acima dos 3000 € e, mesmo assim, ficam chateados por deixarem de receberem 11 € por mês.
Vejo famílias pobres que por várias razões não possuem ingressos suficientes para alimentar os seus filhos, esse sim é que devem ter direito ao Abono de Família e quiçá um aumento.

Preocupem-se antes com as famílias pobres que precisam do abono para sobreviver. Sem esse abono as crianças não terão as condições básicas de alimentação e de sobrevivência. Está na hora de deixarmos de olhar, apenas, para o nosso umbigo ( carteira ) e olharmos para a dos que estão em pior situação que nós.

20

10 2010

Comparação Mundial das Velocidade de Internet

Comparativamente com os restantes países da Europa e, em especial, com os do Sul da Europa estamos numa excelente posição. Apesar de todos os problemas que Portugal tem e, de aparecer, quase sempre, nos lugares de fundo quando há comparações com outros países, eis que aparecemos entre os melhores países no ranking de velocidade de acesso à Internet.

Global Download Comparison
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Secondary Lightbox (External Page Demo – WordPress.Org in iFrame)

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19

10 2010